Hiperpigmentação: Existem soluções eficazes mesmo em pele sensível

Cuidado da Pele, Pele sensível | 6 Outubro

Ninguém gosta de ter a pele com manchas. A exposição solar, o normal envelhecimento cutâneo, alguns fármacos e a biologia individual de cada um, por vezes, podem ditar as regras do jogo. Mas felizmente existem soluções. Neste artigo, falámos com a médica Joana Parente para perceber a origem da hiperpigmentação da pele, conhecer estratégias para travá-la e evitá-la desde cedo. Na batalha contra as manchas, queremos que a saúde da pele fale mais alto.

Todos cometemos excessos e quem não os fizer que atire a primeira pedra. Às vezes ficamos tempo a mais debaixo do sol, não aplicamos a quantidade ideal de protetor solar ou esquecemo-nos que até mesmo a luz emitida pelos aparelhos eletrónicos que usamos no dia a dia pode ser nociva. Porém, o resultado de incorrer nestes riscos sem a proteção necessária nem sempre é o desejado.

No momento em que a radiação ultravioleta incide na pele, a mesma defende-se produzindo melanina, o que aumenta o risco de hiperpigmentação. Esta é uma “área da pele com cor mais escura que a restante e está relacionada com uma maior quantidade local de pigmento cutâneo designado por melanina”, explica a médica Joana Parente, dedicada à Medicina Estética.

“A sua apresentação pode ser variada em tamanho e cor; algumas serão mais acastanhadas e outras mais avermelhadas. Em linhas gerais, podemos incluir nas hiperpigmentações as seguintes condições: melasma, efélides (vulgarmente designadas por sardas), lêntigos e as hiperpigmentações pós-inflamatórias”, indica.

As causas da pigmentação da pele desigual são variadas: excesso de exposição solar, alterações hormonais, estados inflamatórios, o envelhecimento cutâneo, poluição, luz dos aparelhos eletrónicos e a genética, sendo este o fator mais forte e difícil de contrariar. “As pessoas com fotótipos mais elevados, isto é, com pele mais escura, têm maior tendência para hiperpigmentar”, ressalva a médica Joana Parente.

“Quanto à exposição solar e ao envelhecimento decorrente da idade, estes podem condicionar o aparecimento de efélides (sardas), lêntigos e melasma. As efélides (sardas) são manchas pequenas, que geralmente surgem na infância em áreas expostas ao sol. São mais frequentes em pessoas com fototipos baixos. Os lêntigos são manchas maiores, acastanhadas, em menor número que as efélides, localizados na face, decote e dorso das mãos, e que vão aumentando de número com o avançar da idade e a maior exposição solar. O melasma é uma patologia cutânea caraterizada por manchas castanhas, de grande dimensão, muitas vezes aglomeradas, bem delimitadas, embora com bordos irregulares e tipicamente com distribuição simétrica pela face, com maior ênfase nas regiões frontal, malar e perioral”, acrescenta.

Legenda da imagem: Dra. Joana Parente, médica dedicada à Medicina Estética

Protetor solar é obrigatório

Se o seu objetivo é proteger a pele de manchas indesejadas, o primeiro passo é aplicar protetor solar na pele todos os dias.

“Os raios ultravioleta (UV), quando penetram na pele, estimulam os melanócitos a produzir melanina, causando o bronzeamento da pele, o qual funciona como um escudo natural contra os efeitos nocivos dos raios UV. Porém, a exposição excessiva ou desprotegida ao sol pode alterar este processo, resultando numa produção desigual de melanina, com alguns melanócitos a produzirem mais melanina do que outros, conduzindo ao aparecimento de hiperpigmentações. Sabemos ainda que fontes de calor, na qual se inclui o sol, agravam a coloração das hiperpigmentações já existentes, independentemente da causa primária que levou ao seu aparecimento”, adverte Joana Parente.

“Costumo explicar aos meus pacientes que a pele tem ‘memória’ e lesões que possam ter acontecido há 10 ou 15 anos, por exemplo decorrentes de exposições solares desprotegidas, vão refletir-se anos depois na pele. O efeito cumulativo destas lesões com a menor capacidade fisiológica para combater o aparecimento de novas lesões resulta no aumento de hiperpigmentações com o avançar da idade”, alerta.

Mas quando falamos da etiologia, é importante frisar que a influência hormonal está entre as principais causas de um tipo particular de hiperpigmentação – o melasma. De facto, a hiperpigmentação também pode constituir um efeito lateral de determinados tratamentos hormonais que em muitos casos regride quando o tratamento termina.

“O melasma tem maior incidência em mulheres grávidas e sob anticoncepcionais orais. Esta relação tem que ver com as hormonas sexuais femininas que estimulam a produção, em excesso, de melanina, quando a pele é exposta ao sol ou a outras fontes de calor”, afirma a médica Joana Parente. “A par desta situação, a hiperpigmentação pode surgir como efeito lateral de tratamentos hormonais. Nestes casos, a prevenção é mais difícil. Será importante avaliar se existem outras opções de tratamento que não resultem em hiperpigmentações”, recomenda.

Mas a hiperpigmentação também pode decorrer da cicatrização de uma lesão cutânea, podendo originar uma área plana e avermelhada ou acastanhada, designando-se por hiperpigmentação pós-inflamatória. “O acne é das causas mais comuns mas também podem ser causadas por peelings químicos, laser, medicamentos, plantas, metais pesados, queimaduras, cicatrizes cirúrgicas, doenças cutâneas, gastrointestinais, auto-imunes, neoplásicas ou outras lesões cutâneas. Se não forem tratadas, as hiperpigmentações pós-inflamatórias podem persistir durante meses ou anos”, adverte a médica.

Prevenir e tratar

A melhor forma de prevenir as hiperpigmentações é identificar os seus descandeantes e evitá-los. Todavia, caso as manchas já estejam presentes, devem ser adotadas estratégias para as tratar.

“A abordagem terapêutica das hiperpigmentações inclui várias opções, como a aplicação de ativos despigmentantes tópicos associados a um protetor solar com fator de proteção solar (FPS) elevado (idealmente 50), peelings químicos, microagulhamento com introdução de despigmentantes e laser. Atualmente, o laser de picosegundos é o tratamento gold standard para hiperpigmentações, o qual tem por base um efeito acústico, que permite pulverizar o pigmento, sem utilizar calor, que sabemos agravar as manchas”, refere Joana Parente.

Quando observamos uma hiperpigmentação cutânea, é crucial avalia-la, uma vez que “algumas hiperpigmentações da pele representam fatores de risco para cancro cutâneo, como é o caso dos lêntigos enquanto manchas castanhas, com margens irregulares, desordenadamente pigmentadas, que muitas vezes surgem na pele danificada pelo sol, designando-se por lêntigos malignos”, assevera.

Voltando ao primeiro passo da abordagem terapêutica, os tratamentos direcionados para as manchas podem ser agressivos e difíceis de tolerar pelas peles sensíveis, por isso a Sensilis criou a gama de produtos SKIN D-PIGMENT, pensada propositadamente para travar a hiperpigmentação.

Os tratamentos para eliminar manchas podem ser agressivos e difíceis de tolerar pelas peles sensíveis, por isso a Sensilis criou a gama de produtos SKIN D-PIGMENT, pensada propositadamente para travar a hiperpigmentação.

O SKIN D-PIGMENT [SERUM ATX B3] é o primeiro sérum despigmentante com Ácido Tranexâmico e Niacinamida eficaz em peles sensíveis hiperpigmentadas.

“O sérum ATX B3 agrega três ingredientes despigmentantes como o ácido tranexâmico a 2%, a azeloglicina a 3% e o ácido ascórbico a 2%, e ainda contém niacinamida a 10%, que vai aumentar a eficácia dos restantes ativos despigmentantes”, destaca a médica.

Legenda da imagem: SKIN D-PIGMENT [SERUM ATX B3], o primeiro sérum despigmentante com Ácido Tranexâmico e Niacinamida eficaz em peles sensíveis hiperpigmentadas

Já o creme SKIN D-PIGMENT [AHA10 OVERNIGHT] é primeiro cuidado despigmentante intensivo de noite que reduz em 42,7% as manchas das peles sensíveis. Para Joana Parente, este produto “combina cuidados regeneradores entregues pelos poli-hidroxiácidos com cuidados despigmentantes”. “Os poli-hidroxiácidos são ‘primos’ dos mais conhecidos alfa e beta-hidroxiácidos, porém têm um perfil menos irritativo. Neste creme estão presentes o ácido maltobiónico a 4%, a gluconolactona a 6% e a alantoína a 0,2%. Quanto aos ativos despigmentantes, apresenta ácido elágico a 1,5% e alfa-arbutina a 0,1%”, descreve.

“Estes produtos, apesar de despigmentantes, conservam o princípio da marca, que muito me agrada: o respeito e a adequação às peles sensíveis. Muitas vezes direcionamo-nos para um único problema – neste caso, a hiperpigmentação – contudo, com frequência, os pacientes apresentam outros problemas associados, como rugas, flacidez ou sensibilidade cutânea. E é esta multiplicidade de problemas que a Sensilis procura abordar nos seus produtos”, enaltece a médica.

Para além dos dois produtos referidos, que atuam nas diferentes etapas da melanogénese – o processo enzimático que leva à produção de melanina -, a clínica Joana Parente recomenda também o protetor solar Photocorrection [D-Pigment 50+]. “Apresenta-se sob a forma de mousse e protege contra os raios UVA, UVB e também contra os efeitos nocivos já documentados da luz azul, emanada essencialmente pelos ecrãs dos computadores e telemóveis, objetos que são parte integrante do nosso dia a dia”, recorda.

“Um aspeto que torna este protetor mais adequado às peles hiperpigmentadas é a sua intervenção na melanogénese, sendo um complemento despigmentante à linha Skin D-Pigment. A sua apresentação com cor pode ser uma vantagem para disfarçar a coloração mais escura das hiperpigmentações. Sabendo que a luz solar é a principal causa das hiperpigmentações, atrevo-me a escolher o protetor solar como o passo mais importante numa rotina despigmentante, atuando tanto na prevenção como no tratamento das manchas”, sublinha também.

A médica recomenda ainda finalizar a rotina contra a hiperpimentação da pele com a bruma The Cool Rescue. “Esta bruma permite acalmar a pele e, pelo seu efeito refrescante, diminuir a temperatura da mesma, quando em ambientes de maior calor. O calor per si pode agravar as hiperpigmentações, algo que podemos contrariar com a utilização de uma bruma refrescante. Outras vantagens são o conforto e hidratação que aporta adicionalmente”, conclui.

Legenda da imagem: SKIN D-PIGMENT [AHA10 OVERNIGHT], o primeiro cuidado despigmentante intensivo de noite que reduz em 42,7% as manchas das peles sensíveis

Alguns conselhos da médica Joana Parente para prevenir a hiperpigmentação da pele

  • Usar diariamente protetor solar contra raios UVA e UVB, mas também contra a luz azul;
  • Reaplicar o protetor solar ao longo do dia;
  • Evitar a exposição solar nas horas de maior intensidade dos raios UV;
  • Utilizar chapéu ou boné e óculos de sol durante a exposição solar;
  • Fazer uma consulta de rotina com o seu médico assistente, não exclusivamente por este motivo, mas de modo a diagnosticar de forma precoce qualquer patologia que possa vir a desencadear hiperpigmentações;
  • Fazer uma revisão medicamentosa, nomeadamente dos anticoncepcionais orais, e, sempre que possível, alterar para medicamentos que não potenciem hiperpigmentações;
  • Escolher um médico em quem confie para realizar tratamentos que possam ser causadores de hiperpigmentações.

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