Sol, praia e pele sensível: quais os cuidados essenciais?

Cuidado da Pele, Pele sensível, Rugas, Solares | 23 Junho

Sensilis Solares

Chegaram os dias de calor e as idas à praia, com banhos de mar e algumas horas ao sol. Todos concordamos que a proteção contra a radiação solar é um cuidado transversal a todas as idades e tipos de pele, mas a pele sensível exige uma atenção especial. Falámos com duas médicas sobre os cuidados indispensáveis na hora de proteger este tipo de pele.

Os pacientes com pele sensível ou tendência para rosácea sabem que devem ser criteriosos na hora de escolher produtos cosméticos. Quando se trata de proteção solar, não é diferente, uma vez que se devem evitar produtos que induzem intolerâncias ou inflamação, e procurar por sua vez ingredientes hidratantes, calmantes e antioxidantes.

“A pele sensível reage com maior facilidade a estímulos físicos e químicos do dia a dia. Desta forma, há maior probabilidade de reatividade a certos ingredientes que existem na formulação de muitos protetores solares. Assim sendo, é imprescindível um cuidado redobrado na hora de escolher estes produtos”, indica a Dra. Sara Bento Silva, médica especializada em Medicina Estética na Bioparadigma – Clínica de Medicina Estética e de Anti-envelhecimento.

Segundo as recomendações do Consenso Global para Rosácea, a fotoproteção, a hidratação, a limpeza com produtos suaves e evicção de “triggers” – os gatilhos da irritabilidade de pele – são os pilares do tratamento da cútis destes pacientes. “A rosácea é caracterizada por pele sensível, com barreira cutânea comprometida e hiper-reactividade vascular. Muitos destes pacientes têm queixas de sensibilidade a agentes de limpeza e cosméticos”, explica a Dra. Vera Matos, cirurgiã interna do Serviço de Cirurgia Maxilofacial do Hospital de São João e responsável pelo departamento de Medicina Estética da Face Mi Instituto Médico da Face.

Segundo a Dra. Vera Matos, idealmente a fotoproteção deve ser de amplo espectro, ou seja, deve incluir proteção UVA/UVB e luz azul. “Deve ser usada diariamente e continuamente e por isso deve ter uma textura e cheiro suaves, mas apelativos”, aconselha.

“De forma a evitar um episódio de irritação da pele, o ideal será optar por um protetor solar que tenha sido testado em peles sensíveis e, portanto, com elevado grau de tolerância”, acrescenta a Dra. Sara Bento Silva, referindo ainda que se deve ainda apostar em filtros solares com “ação hidratante, reparadora, calmante e que proporcione sensação de frescor”.

Legenda da imagem: Dra. Vera Matos, cirurgiã interna do Serviço de Cirurgia Maxilofacial do Hospital de São João e responsável pelo departamento de Medicina Estética da Face Mi Instituto Médico da Face

Danos irreversíveis

A ciência já provou que as consequências da exposição solar excessiva e não protegida são devastadoras para a pele e para o processo de envelhecimento cutâneo. Sabemos nos dias de hoje que para além do aumento do risco de cancro da pele, a exposição solar provoca danos na pele irreversíveis como hiperpigmentações, lentigos, envelhecimento em forma de rugas e flacidez cutânea precoce.

“Infelizmente na minha prática clínica vejo muitos jovens entre os 20-30 anos com um envelhecimento cutâneo semelhante ao de pessoas de 50-60 anos por excessiva exposição solar, tanto direta como artificial em solários. A fotoproteção é um dogma para mim e faz sempre parte da minha prescrição em todas as consultas com todos os pacientes”, diz a Dra. Vera Matos.

Posso baixar o nível de SPF (sigla em inglês de Fator de Proteção Solar)?

Apesar de algumas pessoas usarem creme com um índice de proteção solar mais elevado nos primeiros dias de exposição solar e depois diminuírem o SPF quando a pele já está bronzeada, a Dra. Vera Matos não recomenda essa prática.

“A fotoproteção deve ser sempre elevada quer a pele esteja bronzeada ou não, pois o dano na pele pela exposição solar e os efeitos de envelhecimento cutâneo estão sempre presentes quer se esteja mais ou menos bronzeado”, assevera.

“Outro aspeto muito importante é não confiar apenas no SPF alto, mas sim como aplicamos o protetor. Podemos estar mais protegidos com uma boa camada de SPF 30 do que com uma camada quase transparente de SPF 50+. O suor, o contacto da pele com roupas e os banhos removem o protetor solar deixando-nos mais expostos. Portanto a qualidade e a quantidade interessam, mas também as vezes que aplicamos o protetor”, adverte.

E se a dúvida for se devemos ou não usar o mesmo protetor solar no inverno e no verão, a Dra. Sara Bento Silva é assertiva: “Pode e deve ser igual! No inverno também temos exposição solar, assim sendo a proteção deve ser exatamente a mesma, ou seja, SPF 50+ em todas as estações do ano, quer faça sol ou chuva”, esclarece.

Legenda da imagem: Dra. Sara Bento Silva, médica especializada em Medicina Estética na Bioparadigma – Clínica de Medicina Estética e de Anti-envelhecimento

Como preparar o regresso à praia?

Antes da chegada dos dias de mais calor e do verão, quando passamos a ir à praia, optamos pelas esplanadas e damos mais passeios ao ar livre, a dúvida surge: será que devemos ter algum cuidado extra para preparar a pele para o sol? A Dra. Vera Matos não tem dúvidas.

“Recomendo aos meus pacientes no final da primavera iniciarem suplementação com antioxidantes específicos que preparam a pele para o bronzeado e como forma de proteção adicional contra o fotoenvelhecimento, sempre associado ao protetor solar diário”, indica.

A Dra. Sara Bento Silva deixa outra dica importante: “Antes da exposição solar devemos ter o cuidado de fazer uma correta higienização do rosto, isto porque determinados ingredientes que utilizamos na nossa rotina de cuidados com a pele durante a noite, como alguns alfa-hidroxiácidos, ácido retinóico ou derivados que são fotossensibilizantes e deixam a pele ultrassensível aos raios UV, podem resultar em irritações após a exposição solar”, recorda.

“Após a limpeza, devemos aplicar os produtos da nossa rotina de dia e terminar sempre com o protetor solar SPF 50+, em quantidade suficiente para cobrir toda a pele e garantir a eficácia do produto. Durante a exposição solar é imprescindível reaplicar o protetor solar a cada duas horas, após banhos e evitar as horas de maior calor – entre as 10h00 e as 16h00 –, utilizar chapéu ou boné e óculos de sol”, aconselha a Dra. Sara Bento Silva.

“Depois da exposição solar deve ser aplicado um creme hidratante, calmante, reparador e refrescante no rosto, específico para as peles mais sensíveis”, acrescenta a Dra. Vera Matos.

Legenda da imagem: Gama Photocorrection da Sensilis

Os perigos da luz azul e da luz invisível

Hoje em dia sabemos que a luz azul natural emitida pelo sol constitui uma fonte de alto risco para a pele, visto que penetra profundamente nas camadas cutâneas, gerando stress oxidativo, o que contribui para acelerar o envelhecimento cutâneo e intensificar a hiperpigmentação.

“A luz visível corresponde a cerca de 50% da radiação solar, um terço da qual é constituída de luz azul natural, que penetra muito mais profundamente na pele do que os raios UVA, responsáveis por apenas 5% da luz solar. Por isso é de extrema importância a proteção solar diária e de rotina na prevenção do envelhecimento cutâneo”, reitera a Dra. Vera Matos.

Nesse sentido, a gama Photocorrection da Sensilis surge como um perfeito aliado das peles mais sensíveis, uma vez que protege contra a radiação UVA, UVB e a luz azul, e corrige manchas em pele sensível hiperpigmentada – Photocorrection [D-Pigment 50+] – e refirma e reduz a vermelhidão – Photocorrection [AR 50+].

“O facto de um protetor solar oferecer uma proteção ampla UVA/UVB e luz azul, ser especialmente desenhado para peles sensíveis e ainda conseguirmos um tratamento para a hiperpigmentação, é uma grande mais-valia para todos os que procuram um produto completo e de altíssima qualidade”, refere a Dra. Vera Matos.

“Temos aqui o melhor dos dois mundos: um produto que previne e trata as hiperpigmentações e que ao mesmo tempo é apropriado para peles sensíveis”, diz ainda a Dra. Sara Bento Silva.

Mas a luz azul também pode ser artificial, sendo emanada sobretudo por aparelhos que usamos no nosso dia a dia, o que promove um outro alerta.

“Os aparelhos eletrónicos atuais também emitem luz azul, mas a sua relevância no envelhecimento cutâneo é muitíssimo menor que a exposição solar. O uso de proteção solar deve fazer parte da rotina habitual mesmo não saindo de casa, até porque estamos a beneficiar dos ingredientes antioxidantes e calmantes presentes na gama Photocorretion da Sensilis”, conclui a Dra. Vera Matos.

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